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Enfermeiro alemão é condenado a prisão perpétua por matar 85 pacientes

Niels Hoegel é suspeito de mais de 200 mortes entre 2010 e 2015.

Publicado por Vamos lá Portugal em Notícias
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Um enfermeiro assassino em série alemã foi condenado à prisão perpétua na quinta-feira pelo assassinato de 85 pacientes sob os seus cuidados, de acordo com um comunicado de um tribunal na cidade de Oldenburg, no noroeste do país.

Niels Hoegel, um ex-enfermeiro de 42 anos que é considerado o serial killer mais letal da Alemanha, foi condenado à prisão perpétua no Tribunal Distrital de Oldenburg.

Apesar de resumir o julgamento, o juiz disse que as ações de Hoegel eram "incompreensíveis: essa é a palavra que caracteriza isso".

O profissional de saúde já havia confessado ter matado 100 pacientes - entre 34 e 96 anos de idade - em dois hospitais no norte da Alemanha entre 2000 e 2005. No entanto, Hoegel foi absolvido de 15 casos na quinta-feira porque não havia provas suficientes.

Hoegel foi acusado de dar às suas vítimas várias drogas não prescritas, numa tentativa de mostrar as suas habilidades de ressuscitação aos colegas e combater o tédio.

Em audiências anteriores, Hoegel disse que se sentia eufórico quando conseguia trazer um paciente de volta à vida e devastado quando falhava.
A polícia suspeita que o número real de mortos possa chegar a 200, mas não pode ter certeza porque muitos pacientes foram cremados antes que as autópsias podessem ser realizadas, informou a agência de notícias Agence France-Presse (AFP).

O ex-enfermeiro já estava a cumprir uma sentença de prisão perpétua por seis condenações, incluindo homicídio e tentativa de homicídio em 2008 e 2015. 

Essas condenações levaram as autoridades a investigar centenas de mortes e exumar os corpos de ex-pacientes nas clínicas onde ele trabalhou.

Hoegel pediu perdão às famílias das suas vítimas na quarta-feira pelos seus "atos horríveis". "Eu gostaria de pedir sinceras desculpas por tudo que fiz a você ao longo dos anos", disse ele durante a audiência, informou a AFP.

'Amnésia coletiva'

Uma das maiores questões no caso é como Hoegel foi capaz de matar tantas pessoas aparentemente sob o olhar da equipa do hospital.

Ex-colegas da clínica de Delmenhorst, onde ele trabalhou, admitiram ter suspeitas sobre Hoegel, segundo a AFP. Mas todo o pessoal do outro hospital em Oldenburg, que testemunhou, disse que eles estavam alheios ao crescente número de mortes.

Durante a sentença, o juiz Sebastian Buehrmann criticou o que chamou de "amnésia coletiva" da equipq, acrescentando que a matança de Hoegel era "incompreensível".

Cerca de 126 parentes das vítimas são co-demandantes no julgamento, que acontece desde outubro de 2018.

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Fonte: CM
Crêdito foto: CM

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