Mulher escondeu milhares de crianças em caixões – quando foi apanhada, a verdade obscura foi revelada

Como pode isto ter acontecido diante dos nossos olhos?

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Irena Sendler nasceu na Polónia, em Varsóvia a 5 de Fevereiro de 1910.

O seu pai ensinou-lhe imensas coisas, mas uma lição em particular marcou-a: ajudar sempre os que precisam.

Quando Irena tinha 7 anos, o seu pai morreu de tifo. Mas os anos que passou com ela influenciaram-na imenso.

Quando ela cresceu, Irena seguiu os passos do seu pai, que era um médico, e tornou-se uma enfermeira.

Mais tarde, encontrou emprego no departamento de saúde social de Varsóvia, onde distribuía comida e roupa às famílias que precisassem.

Nesses tempos, os judeus na Europa eram perseguidos. Mesmo apesar de Irena ser católica, recusou o preconceito. Ela ajudou várias famílias judaicas, tal como ajudava as outras. 

Durante a segunda guerra mundial, os nazis criaram o Gueto da Varsóvia para abrigar as famílias judaicas.

Foi o maior gueto judaico construído pelos nazis, e no seu auge, cerca de 400000 judeus estavam lá presos.

A vida no gueto era caracterizada pela sobrepopulação, fome, instabilidade e doenças. 

Irena, que estava preocupada com as condições de vida horríveis, decidiu envolver-se.

Juntou-se ao Zegota, uma organização secreta que apoiava os judeus na Polónia ocupada pelos nazis. Irena apercebeu-se que precisava de fazer algo – mesmo que isso fosse um perigo para a sua vida. 

Juntamente com as suas colegas, Irena começou a ajudar judeus do gueto secretamente.

Irena visitava imensas famílias judaicas, mas muitos desconfiavam dela, apesar das suas boas intenções e do seu plano para libertar as crianças. Mas ao ficar, estava condenada à morte, fosse por assassinato no gueto ou por deportação para um campo de concentração. 

Como a vigilância dos nazis no gueto era intensa, Irena era forçada a encontrar maneiras criativas de esconder as crianças para as levar para fora.

Mentia ao dizer que as crianças estavam doentes para as poder levar para um hospital fora do gueto. Mas com o aumento da vigilância, Irena teve de esconder as crianças em malas, sacos do lixo ou até mesmo caixões.

Um salvamento foi o de uma bebé chamada Eluzina. Irena escondeu-a numa caixa de madeira, que supostamente continha tijolos.

Esta menina, com apenas 5 meses de idade, foi levada para a segurança. A única coisa que tinha com ela era apenas uma colher de prata escondida nas suas roupas pela sua mãe. 

Mais de 2 500 crianças foram salvas desta forma. Irena contava quantas crianças salvava, e escondia a lista em caixas no jardim do vizinho.

O plano de Irena era perfeito até um dia ter corrido mal. Os nazis descobriram o que estava a fazere prenderam-na.

Irena foi enviada para a prisão, onde foi torturada pela Gestapo até partir os dois braços. Mas apesar da dor e dar tortura, ela recusou-se a dar informações sobre as crianças e as suas famílias.

Eventualmente, os nazis condenaram-na à morte.

Mas não era esse o destino de Irena. 

Algumas das ajudantes de Irena conseguiram subornar um guarda da prisão para a libertar.

Depois desse dia, até à sua morte, Irena viveu com uma identidade falsa. Mas nunca deixou de ajudar os outros.

“O meu ódio pelos ocupantes alemães era maior do que o medo. Para além disso, o meu pai ensinou-me que se visse alguém a afogar-se, devia tentar ajudá-lo, mesmo que não soubesse nadar. Nessa altura, a Polónia é que se estava a afogar”, disse Irena numa entrevista com o jornal sueco Sydsvenskan. 

Quando a guerra acabou, Irena entregou os dados das crianças que tinha resgatado a uma organização que ajudava famílias judaicas.

Mais tarde, Irena casou-se e teve três filhos. Viveu uma vida feliz, sabendo que tinha feito o bem.

“Salvei aquelas crianças devido à forma como cresci. Fui educada a acreditar que devemos ajudar aqueles que se estão a afogar, independentemente da sua religião ou nacionalidade”, disse Irena. 

Depois de ter passado a vida a ajudar todos, Irena morreu com 98 anos.

Ela foi uma heroína esquecida, muitas poucas pessoas conhecem a sua história.

Em 1964, Irena Sendler recebeu o prémio de Polish Righteous among the Nations, e em 1997, foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz.

O prémio, foi entregue ao ativista ambiental e antigo vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.

Irena não ressentiu, e continuou a ajudar os outros.

“Não o fiz sozinha. Éramos cerca de 20 ou 25 pessoas”, explicou ela. 

Apesar disso, algumas pessoas não esqueceram a sua contribuição.

“Agora, até os filhos e netos daqueles que ajudei visitam-me”, disse Irena numa entrevista.

Nunca nos esqueceremos desta mulher corajosa com um coração de ouro!

Por favor partilhe a sua história no Facebook para que mais pessoas possam aprender sobre o trabalho corajoso de Irena Sendler.

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Fonte: Newsner · Crédito foto: Newsner