Portugueses denunciam exploração: Trabalham 90h semanais e dormem num sótão

Portugueses explorados

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Trabalhadores Portugueses foram recrutados para trabalhar num hotel no luxemburgo. Mas nem tudo está a correr bem. Por semana estão a trabalhar  90 horas e dormem num sótão sem condições.

João (nome fictício) contou à Lusa que chegou em julho ao Luxemburgo, no seguimento de um anúncio que viu na net para ajudante de cozinha, num hotel em Vianden. Ofereciam um salário mensal bruto de 1.800 euros, refeições e alojamento e cinco dias em Portugal por cada seis semanas de trabalho, com o custo do voo a cargo do hotel.

Na realidade, os portugueses para além do trabalho no hotel, os portugueses também trabalhavam num restaurante do mesmo grupo empresarial e num serviço de sushi.

"Chegávamos a trabalhar 90 horas semanais", disse este português lamentando a forma como tratavam alguns trabalhadores mais novos. 

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Um desses "miúdos", contou, esteve a trabalhar doente na cozinha do restaurante, com febre e quase sem conseguir abrir os olhos.

"A ameaça era permanente. Tínhamos de trabalhar o que nos exigiam, pois diziam que se não o fizéssemos não iríamos receber o ordenado.O alojamento era um sotão que escondia um cenário bem diferente do hotel, e por esse espaço não ser considerado um alojamento o registo dos trabalhadores não foi aceite, privando-os de benefícios, como na área da saúde, denunciou.

Depois de estar mais de um mês sem receber, João chamou a polícia, mas não conseguiu provar que dormia ali porque não tinha as chaves do sotão.
Regressou a Portugal e não foi pago.

O João juntaram-se outros testemunhos que confirmaram as más condições de alojamento e o numero elevado de horas "minimo 12 a 13 horas por dia, tinha de comer as refeições em meia hora e que nunca recebeu o número de folgas prometidas e muito menos qualquer pagamento pelas horas extraordinárias."

A pessoa que recebe os trabalhadores portugueses é uma cidadã portuguesa que vive no Luxemburgo.

"Sou portuguesa, não exploro ninguém e muito menos portugueses", disse a funcionária do hotel, sobre quem caem as acusações de pressão psicológica.

E acusa: "Têm tudo de graça - comida, alojamento e um ordenado de 2.400 euros - mas não querem trabalhar. Que culpa tenho eu de que não queiram trabalhar?".

Nega que o alojamento não tenha condições e diz que os trabalhadores têm um quarto individual e que alguns nem sequer chegam a trabalhar oito horas diárias, quanto mais 12 ou 13.

A Lusa contactou ainda outros portugueses que têm acompanhado a situação destes trabalhadores e que classificam de "muito grave" a forma como alegadamente são obrigados a trabalhar e como terão sido enganados.

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Fonte: www.cmjornal.pt · Crédito foto: www.cmjornal.pt